O Parlamento assinalou o aniversário do início da invasão russa da Ucrânia. No encerramento do debate, o líder parlamentar do Bloco reafirmou que "condenamos, com a mesma convicção que fizemos desde o início, a campanha imperialista de Putin que está a agredir a Ucrânia".
"Sempre condenamos o belicismo imperialista, seja agora o de Putin ou os perpetrados pela NATO", prosseguiu Pedro Filipe Soares, destacando que "o Bloco de Esquerda luta pela paz e levanta-se contra todas as guerras, "seja na Ucrânia, seja na Síria, seja no Iémen, seja na Palestina, seja em qualquer parte do mundo".
Neste dia em que "reafirmamos a nossa solidariedade com o povo ucraniano", o líder parlamentar do Bloco não esqueceu que, "como sempre, a guerra transformou-se num enorme negócio" para a indústria de armamento, com a corrida às armas a acelerar, mas também para as multinacionais do petróleo, que apresentam lucros milionários. "No pico das desigualdades, as petrolíferas são dos grandes vencedores, incluindo do lado russo. Prolongar a guerra é também a pressão para adiar a transição energética e negar a justiça climática", afirmou.
A par das armas e do petróleo, a guerra também provocou a especulação sobre o preço de bens essenciais, em particular de alimentos e medicamentos. "Os negócios de uns estão a ser o desastre para milhões, um empobrecimento forçado, a quebra das classes médias", com a União Europeia a mostrar-se "incapaz de assumir o seu papel como mediadora", entregue "às vontades de Washington e da NATO".
"Os poderes do mundo, começando em Putin, não querem a paz. Sempre soubemos que as guerras são pagas pelos povos, nunca pelos que as ordenam", recordou o líder parlamentar do Bloco, insistindo na proposta de uma Conferência pela Paz como sendo "a mais forte ferramenta para acabar com a guerra, e acabar com os negócios que dela vivem".
"Devemos exigir a Paz. Calar de imediato as armas. Não uma paz podre, não uma paz submissa a blocos militares, mas uma solução de Paz que permita aos povos viver com tranquilidade e segurança. A Paz para uma reconstrução justa da Ucrânia, que defenda quer o povo ucraniano quer os povos europeus. É essa a nossa proposta: que a pena substitua a bala, que as energias verdes substituam o petróleo e o gás, que a justiça climática suplante o caos climático", concluiu Pedro Filipe Soares.