O deputado do PSD Couto dos Santos, que assinara a proposta com o socialista José Lello, anunciou esta sexta-feira que ela seria retirada "em nome do bom senso". Na Comissão de Orçamento, o Bloco foi o único partido a intervir contra a reposição do pagamento das subvenções vitalícias, suspensa no ano passado, ao mesmo tempo que o Governo continua a cortar salários e pensões aos portugueses.
“A votação de ontem foi uma vergonha. Foi uma vergonha que PS e PSD tenham considerado que a prioridade política era repor pensões dos ex-políticos enquanto condenam pessoas a uma vida de pobreza", acrescentou a deputada do Bloco, motivando protestos na bancada do PSD.
A proposta acabou por ser aprovada com os votos contra do Bloco e do PCP, mas os bloquistas obrigaram a que a matéria fosse votada no plenário para que todos os deputados se pronunciassem sobre ela. De imediato começaram a surgir vozes dentro das duas maiores bancadas, por parte de deputados incomodados com a perspetiva de aprovarem o regresso dos privilégios a que têm direito os parlamentares com mandatos anteriores a 2005, ano em que acabou o direito a requerer essa subvenção.
"A justiça foi reposta", afirmou esta sexta-feira Mariana Mortágua, a única voz que se ouviu na Comissão de Orçamento contra a reposição das subvenções. Mas ao invés de considerar um "ato de bom senso", a deputada bloquista viu no recuo do PSD e PS "um ato de má consciência".
“A votação de ontem foi uma vergonha. Foi uma vergonha que PS e PSD tenham considerado que a prioridade política era repor pensões dos ex-políticos enquanto condenam pessoas a uma vida de pobreza", acrescentou a deputada do Bloco, motivando protestos na bancada do PSD.