Bloco denuncia praxe violenta em Évora

28 de setembro 2018 - 10:51

Num vídeo que circula nas redes sociais vê-se um aluno, recentemente matriculado na Universidade de Évora, a ser obrigado a ajoelhar-se no chão, metendo a cabeça em cima de um monte de farinha. Bloco de Esquerda já questionou o Governo e a Universidade.

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Praxe na Universidade de Évora
Praxe na Universidade de Évora

Em pergunta ao Governo, através do Ministério da Ciência e do Ensino Superior (MCTES), o Bloco de Esquerda refere que o cenário do abuso é no Rossio de São Brás no concelho de Évora e que, nas filmagens, é possível ouvir o estudante praxado a suplicar o fim do “exercício praxístico”, ao que “um dos estudantes 'responsável pela praxe' responde prontamente: 'não me interessa, desenmerde-se'”.

O documento salienta que casos como este “repetem-se sucessiva e anualmente”, “evidenciam” a prevalência de uma “cultura de violência inerente à prática da praxe” e subjacente a elas está “uma hierarquia autoritária e arbitrária, que se instala entre alunos e alunas de uma mesma instituição de ensino, alimentando um sistema de obediência acrítica de uns mais 'fracos', os mais novos, para com outros mais 'fortes', os mais velhos”.

O Bloco de Esquerda realça que é “absolutamente inaceitável” que estas práticas continuem a ser toleradas e pergunta ao MCTES, nomeadamente, se tem conhecimento da situação; se está disponível para “intervir de forma clara e consequente sobre a realização de praxes no seio das instituições de ensino superior, assumindo uma posição em defesa da dignidade dos e das estudantes e condenando todo o ato de violência e humilhação que esta atividade promove”; se tenciona “implementar outras medidas para combater a violência praxística”, face à manutenção destas práticas humilhantes e violentas.

À Universidade de Évora o Bloco pergunta se está disponível “para intervir de forma clara e consequente sobre a realização de praxes, assumindo uma posição em defesa da dignidade dos e das estudantes e condenando todo o ato de violência e humilhação que esta atividade promove” e se considera “tomar medidas para combater a violência praxística”.