Bloco contesta encerramento da lota de Armação de Pêra

26 de julho 2011 - 18:32

Na sequência do encerramento do ponto de venda da Docapesca em Armação de Pêra, que deixou os pescadores sem alternativa, Cecília Honório quer que Assunção Cristas explique ao país se é assim que quer promover as pescas.

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Pescadores de Armação de Pêra não têm como vender após a saída da Docapesca. Foto Rui Ornelas/Flickr

"O encerramento da lota de Armação de Pêra e o abandono destes pescadores, sem respostas para a sua actividade e para a sua vida, não se coaduna com a evidência da prioridade que deve ser dada às pescas na região do Algarve", defende a deputada bloquista no requerimento entregue esta semana no parlamento. O Bloco quer saber como é que Assunção Cristas justifica "o encerramento destas instalações sem que se tenham salvaguardado alternativas para aqueles pescadores".



Neste documento, Cecília Honório lembra à nova ministra da Agricultura que o Bloco de Esquerda já no passado fez propostas para modernizar aquele ponto, "mas o Governo ignorou esta prioridade de investimento público e os pescadores estão hoje numa situação dramática e sem perspectivas de futuro".



Para dificultar ainda mais a vida destes pescadores, a Brigada Fiscal já apreendeu um barco com pescado, o que motivou o protesto dos pescadores, a quem falta a carrinha com as condições exigidas para o transporte do peixe para outras lotas, que a Câmara de Silves ainda não adquiriu.



A associação de pescadores quer continuar a usar o edifício da Docapesca e poder vender o peixe directamente aos consumidores e comerciantes locais. A lei prevê que o possam fazer, mas a portaria que regulamenta destina-se apenas a “titulares de licença de apanhador de animais marinhos e de pesca apeada”, o que não cobre a situação destes pescadores algarvios.