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Bielorrússia: mais 250 detidos em manifestação da oposição

As detenções foram justificadas com o uso de “bandeiras e outros símbolos” da oposição e com “placas com mensagens ofensivas”. As manifestações contra Lukashenko, no poder há 26 anos, duram há um mês.
Manifestantes há algumas semanas em Minsk, Bielorrússia.
Manifestantes há algumas semanas em Minsk, Bielorrússia. Fotografia de Stringer/EPA/Lusa.

Cerca de 250 pessoas foram detidas na capital da Bielorrússia, naquela que é a manifestação semanal contra o presidente Alexandre Lukashenko e a sua reeleição no passado mês de agosto. Os números foram transmitidos hoje pelo Ministério do Interior da Bielorrússia. Na manifestação em Minsk terão estado dezenas de milhares de pessoas.

"Cerca de 250 pessoas foram detidas em diferentes partes da capital" por "usarem bandeiras e outros símbolos" da oposição e "placas com mensagens ofensivas", disse o Ministério do Interior num comunicado citado em Portugal pela agência Lusa. 

O Ministério fez ainda saber, em declarações à agência France-Presse (AFP), que ainda “há detenções em curso”.

Para tentar deter os manifestantes, polícias com farda anti-motim fecharam com grades e arame farpado praças como a Praça Oktyabrskaya, no centro da capital, e a Praça da Independência. 

Segundo as declarações de um manifestante à agência Reuters, “os soldados rodearam-nos, algumas pessoas foram retiradas da manifestação e espancadas”. 

Já de acordo com um correspondente da Al Jazeera, o acesso à internet fora bloqueado e as forças de segurança estavam a tornar difícil que os manifestantes se reunissem.  

A Bielorrússia tem sido palco de várias manifestações desde 09 de agosto, quando Alexander Lukashenko, no poder há 26 anos, conquistou um sexto mandato presidencial, numas eleições consideradas fraudulentas pela oposição e parte da comunidade internacional.

Nos primeiros dias de protestos, a polícia deteve cerca de 7.000 pessoas e reprimiu centenas de forma musculada, suscitando protestos internacionais e ameaça de sanções.

Os Estados Unidos, a União Europeia e diversos países vizinhos da Bielorrússia rejeitaram a recente vitória eleitoral de Lukashenko e condenaram a repressão policial, exortando Minsk a estabelecer um diálogo com a oposição.

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