O negócio avaliado em 54 mil milhões de euros é o mais recente passo no processo de fusões no setor e vem tornar realidade “uma situação de oligopólio onde três multinacionais irão controlar dois terços da produção global de pesticidas e agroquímicos”, afirmou a eurodeputada Kateřina Konečná, do GUE/NGL, que tem assento no comité do Parlamento Europeu para o Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar.
“Este é verdadeiramente um dia triste para a UE e os cidadãos da Europa”, lamentou a eurodeputada do grupo que integra também o Bloco de Esquerda e o PCP. “A biodiversidade do planeta não devia estar nas mãos das granges empresas. Isto marca uma mudança clara de poder dos pequenos e médios agricultores para as grandes corporações multinacionais”, prosseguiu Kateřina Konečná.
“A Comissão está a dar uma luz verde aos OGMs e pesticidas na nossa comida”, alertou ainda a eurodeputada da República Checa, considerando que “este oligopólio terá controlo total sobre a nossa cadeia de valor alimentar e vai criar dependência na agricultura e asfixiar a inovação no setor químico”.
Para a eurodeputada holandesa Anja Hazekamp, é “escandaloso” que a Comissão Europeia tenha aprovado o negócio, o que “vem provar mais uma vez que a Comissão é dirigida pela indústria”.