O Movimento de Defesa do Hospital Público de Barcelos conseguiu em pouco tempo reunir as assinaturas necessárias, mas vai continuar a recolher apoios nas próximas semanas, com o objetivo de ser entregue a Assunção Esteves com dez mil assinaturas.
"Isto dá-nos fundadas esperanças para um resultado positivo aquando da discussão e votação no parlamento", disse Jorge Torres, um dos porta-vozes do movimento que já assegurou o apoio das estruturas locais de todos os partidos em Barcelos.
A conferência de imprensa também ficou marcada por críticas ao ex-administrador do Hospital de Barcelos, Lino Mesquita Machado, dizendo que ele "era parte do problema e não da solução", após ter mandado encerrar as urgências aos fins de semana e feriados. Para Isaltina Coutinho, trata-se de "uma decisão grave, que prejudica as populações" e o movimento pede agora explicações ao presidente da Administração Regional de Saúde do Norte, Castanheira Nunes, que também já dirigiu o hospital de Barcelos e foi vereador do PSD na Câmara.
"Castanheira Nunes não pode permanecer calado ou entender que pode passar por entre os pingos da chuva relativamente a uma decisão que prejudica a qualidade de acesso aos serviços de saúde da população de Barcelos e Esposende", acrescentou Isaltina Coutinho à agência Lusa. O movimento pretende saber se o ex-vereador laranja participou na decisão de encerrar as urgências e se ela "é apenas uma peça preparatória da passagem do hospital de Barcelos para a Misericórdia local".