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Autoridade da Concorrência volta a acusar cadeias de distribuição de concertação de preços

A Autoridade da Concorrência (AdC) acusa agora as cadeias Modelo Continente, Pingo Doce, Auchan, Lidl, Intermarché e E-Leclerc de prática equivalente a cartel, concertando preços com dois fornecedores de sumos.
Grandes cadeias de distribuição - imagem da CGTP
Grandes cadeias de distribuição - imagem da CGTP

Uma semana depois da última acusação da AdC a três cadeias de distribuição (então Continente, Pingo Doce e Auchan) concertarem preços com o fornecedor Bimbo Donuts, a autoridade volta a acusar as mesmas cadeias de supermercados e mais outras três (Lidl, Intermarché e E-Leclerc) de concertação de preços, agora com dois fornecedores de sumos: Sumol+Compal e Sogrape.

Em comunicado citado pela Lusa, a autoridade anunciou: "Após investigação, a AdC concluiu que existem indícios de que Modelo Continente, Pingo Doce e Auchan utilizaram o relacionamento comercial com os fornecedores Sumol+Compal e Sogrape para alinharem os preços de venda ao público (PVP) dos principais produtos daqueles, em prejuízo dos consumidores".

A acusação da AdC abrange também a cadeia Lidl, nas bebidas não-alcoólicas e sumos, e Intermarché e E-Leclerc, nas bebidas alcoólicas. A concertação verificou-se entre 2002 e 2017, no caso da Sumol+Compal e entre 2006 e 2017 no caso da Sogrape.

A AdC considera que “a confirmar-se, a conduta em causa é muito grave", sublinhando que é um novo caso de “hub-and-spoke” (como assinalámos acima), em que os distribuidores recorrem a contactos dom o fornecedor para garantir que "todos praticam o mesmo preço" de venda ao público.

A AdC assinala que estão em curso mais de dez investigações no setor da grande distribuição alimentar.

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