“O genocídio em curso na Faixa de Gaza é a continuação do projeto colonial de limpeza étnica que Israel desenvolve há mais de 75 anos em terras da Palestina, na mais completa impunidade” afirma o Comité de Solidariedade com a Palestina, na carta aberta endereçada a Nuno Galopim (jornalista musical e comentador da Eurovisão) e a Hugo Figueiredo (membro do Conselho de Administração da RTP).
O Comité de Solidariedade com a Palestina apela a que a RTP “pressione a União Europeia de Radiodifusão para que Israel seja banido da Eurovisão” solicitando que Portugal “boicote o concurso caso isso não aconteça”. Os subscritores dizem-se convictos de que “a televisão pública portuguesa rejeita o genocídio e o apartheid”.
A União Europeia de Radiodifusão tem afirmado que a Eurovisão é uma evento apolítico Todavia, a Biolorrúsia foi afastada em 2021 devido à violação do direito de liberdade de imprensa e a Rússia foi banida em 2022 após a invasão da Ucrânia. Recorde-se ainda que o português Salvador Sobral foi impedido pela direção do festival de estar numa conferência de imprensa com uma camisola onde se podia ler “S.O.S. Refugees”.
Artistas como Eagle-Eye Cherry, Robyn, Fever Ray, Malena Ernman (cantora e mãe de Greta Thunberg), Olly Alexander (que representará o Reino Unido) apelaram já a que Israel seja afastado do festival e a petição “Ban Israel from Eurovision Song Contest 2024” conta já com mais de 36 mil subscritores.
Israel, que participa na Eurovisão desde 1973, venceu quatro vezes este festival, em 1978, 1979, 1998 e 2018. A edição de 2024 da Eurovisão decorrerá em Malmö, na Suécia, de 7 a 11 de maio.