A duas semanas do prazo fixado pelos norte-americanos para reduzirem a sua força militar no Iraque a 50 mil soldados, este atentado surge um mês depois de 40 antigos insurgentes, que entretanto se tinham passado para o lado das tropas ocupantes, terem sido mortos igualmente por um bombista suicida quando esperavam o pagamento do salário pelo exército iraquiano.
O atentado mortífero desta terça-feira ocorreu no exterior do antigo edifício da Ministério da Defesa, em Bab al-Mouazam, no centro de Bagdade, quando centenas de candidatos a um lugar no exército iraquiano se preparavam para os testes no último dia do recrutamento militar.
"Todos os recrutas estavam sentados no chão. Quando chegou o brigadeiro receberam ordem para se levantar. Foi imediatamente a seguir que o bombista se fez explodir", contou Younes Ali, um dos soldados que testemunhou o atentado, ao correspondente do New York Times.
Outra testemunha citada é Hussein Kamel, um jovem que dormiu todo a noite junto ao centro de recrutamento para assegurar o seu lugar nas candidaturas. Ele acrescenta que depois da explosão, os militares procuraram abrigo e começaram a disparar, pondo em risco a vida dos sobreviventes do atentado suicida.