"Demissão", "Governo é passado, nós somos o futuro" e "Governo ladrão, não tem perdão" foram algumas das palavras de ordem entoadas pelos manifestantes, que chegaram, inclusive, a cortar o trânsito em frente ao ministério.
Alguns elementos da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) reuniram, entretanto, com o chefe de gabinete do ministro Pedro Mota Soares.
Numa missiva endereçada ao ministro da Solidariedade e da Segurança Social, a APRe! acusa o ministro, “o governo que integra e a maioria que o suporta” de revelar uma”enorme indiferença” quanto ao império da Lei, “que deveria sobrepor-se a tudo o mais, sob pena de o Estado de Direito, fonte de toda a legitimidade, se tornar letra morta e uma caricatura do que é suposto ser”.
Segundo a APRe!, “todos os compromissos são invioláveis” para o executivo do PSD/CDS-PP, “exceto o compromisso assumido de se submeterem à Lei e à Constituição”.
No documento, é ainda referido que o governo tem “cavado e explorado as divisões” entre os cidadãos de forma “meticulosa, deliberada e planeada”, fazendo da “insegurança, o medo, a cizânia, a propaganda enganosa”, as “armas com que procuram vergar um povo privado de esperança e confiança”.
Ainda que frisando que a luta é comum à generalidade do povo português, a APRe! salienta que o governo erigiu os aposentados, pensionistas e reformados como “alvo preferencial”.
“Se o governo contava deparar-se com fraqueza e resignação”, pode “estar certo que encontrarão pela frente uma oposição firme em todas as frentes no combate às medidas que preparam contra os aposentados, pensionistas e reformados”, alerta.
“V.Exas são já o passado. Nós, os reformados, apesar da nossa idade, cooperaremos com os mais jovens na construção de um novo futuro”, assegura a associação.