Aposentados, pensionistas e reformados protestam contra medidas de austeridade

06 de junho 2013 - 19:18

Esta quinta feira, perto de três centenas de membros da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) concentraram-se em frente ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, em Lisboa, em protesto contra as políticas de austeridade aplicadas pelo executivo do PSD/CDS-PP.

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Foto retirada do facebook dos Precários Inflexíveis.

"Demissão", "Governo é passado, nós somos o futuro" e "Governo ladrão, não tem perdão" foram algumas das palavras de ordem entoadas pelos manifestantes, que chegaram, inclusive, a cortar o trânsito em frente ao ministério.

Alguns elementos da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRe!) reuniram, entretanto, com o chefe de gabinete do ministro Pedro Mota Soares.

Numa missiva endereçada ao ministro da Solidariedade e da Segurança Social, a APRe! acusa o ministro, “o governo que integra e a maioria que o suporta” de revelar uma”enorme indiferença” quanto ao império da Lei, “que deveria sobrepor-se a tudo o mais, sob pena de o Estado de Direito, fonte de toda a legitimidade, se tornar letra morta e uma caricatura do que é suposto ser”.

Segundo a APRe!, “todos os compromissos são invioláveis” para o executivo do PSD/CDS-PP, “exceto o compromisso assumido de se submeterem à Lei e à Constituição”.

No documento, é ainda referido que o governo tem “cavado e explorado as divisões” entre os cidadãos de forma “meticulosa, deliberada e planeada”, fazendo da “insegurança, o medo, a cizânia, a propaganda enganosa”, as “armas com que procuram vergar um povo privado de esperança e confiança”.

Ainda que frisando que a luta é comum à generalidade do povo português, a APRe! salienta que o governo erigiu os aposentados, pensionistas e reformados como “alvo preferencial”.

“Se o governo contava deparar-se com fraqueza e resignação”, pode “estar certo que encontrarão pela frente uma oposição firme em todas as frentes no combate às medidas que preparam contra os aposentados, pensionistas e reformados”, alerta.

“V.Exas são já o passado. Nós, os reformados, apesar da nossa idade, cooperaremos com os mais jovens na construção de um novo futuro”, assegura a associação.

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