António Costa foi incapaz de reconhecer onde a maioria absoluta falhou

11 de dezembro 2023 - 23:25

Fabian Figueiredo reagiu à entrevista do primeiro-ministro lembrando os falhanços da sua governação. Sobre as disputas entre São Bento e Belém afirmou que “o país está farto desta temporada desta telenovela da guerra entre palácios: o que nós precisamos é de debater o futuro do país e as alternativas políticas”.

PARTILHAR
Fabian Figueiredo. Foto de Ana Mendes.
Fabian Figueiredo. Foto de Ana Mendes.

Fabian Figueiredo reagiu na noite desta segunda-feira à entrevista de António Costa à TVI. O dirigente bloquista começou por notar uma incoerência: “o primeiro-ministro disse ao país que as maiorias absolutas não ajudam mas foi o mesmo primeiro-ministro que em janeiro de 2022 pediu uma maioria absoluta para governar com estabilidade durante quatro anos”.

Para além disso, o Bloco considera que esta ocasião teria sido boa “para o primeiro-ministro reconhecer o que correu mal” mas “não o fez”. E se “em abstrato”, o primeiro-ministro demissionário disse que “houve um conjunto de dossiers que não correram bem”, “em concreto, não concretiza nada”.

Assim, Fabian Figueiredo tratou de concretizar a “herança de uma maioria absoluta que falhou ao país” e que António Costa “é incapaz de reconhecer porque é que falhou”: “na educação, há 30 mil alunos sem professor, a uma disciplina pelo menos, mas o primeiro-ministro diz que o Governo fez tudo o que podia para chegar a acordo com os professores, o que sabemos não ser verdade. Na saúde, diz que fez tudo o que podia para chegar a acordo com os médicos, mas as urgências estão fechadas e os hospitais não abrem. Na habitação, diz que apresentou um programa, mas o valor das rendas das casas e do crédito à Habitação não para de disparar”.

Perante “um primeiro-ministro incapaz de reconhecer que falhou”, o Bloco propõe, para além do balanço negativo, “apresentar uma alternativa nas próximas eleições legislativas”.

E sobre as disputas entre São Bento e Belém, o dirigente bloquista pensa que “o país está farto desta temporada desta telenovela da guerra entre palácios. O que nós precisamos é de debater o futuro do país e as alternativas políticas que se apresentam a eleições em março”. O Bloco compromete-se a “não acrescentar ruído às guerras entre São Bento e a Presidência da República porque elas não interessam rigorosamente nada, porque elas não respondem ao salário, à habitação e à saúde”. Pelo que “o que nós podemos recomendar ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República é que fechem esta temporada da guerra de palácios de uma vez por todas”.