Autárquicas 2025

Almada merece governo local que não seja arrogante e distanciado da população

08 de outubro 2025 - 23:13

Sérgio Lourosa Alves, da coligação Almada em Comum, sublinhou como cada conversa construiu um programa que passa por “habitação digna, ambiente, cultura, igualdade, desenvolvimento económico e participação”. Mariana Mortágua quer evitar que anos de má governação da autarquia tenham por oposição apenas a direita e extrema-direita.

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Comício Almada em Comum.
Comício Almada em Comum. Foto Esquerda.net

A coligação Almada em Comum, que junta Bloco de Esquerda e Livre, fez esta quarta-feira à noite um comício-festa em frente ao edifício dos Paços do Concelho.

Sérgio Lourosa Alves, cabeça de lista à Câmara, recordou os caminhos percorridos ao longo da campanha, desde a associação que trabalha na integração de imigrantes “onde aprendemos que acolher quem chega é construir comunidade”, ao centro comunitário onde se sente “que o verdadeiro serviço público é aquele que cuida, que ampara, que transforma”, aos trabalhadores da autarquia face a quem se compromete na defesa de melhores condições laborais, à associação de pescadores onde se percebeu que “o futuro das pescas depende de uma política que respeite o ambiente, os trabalhadores e as tradições”, às associações culturais que mostram que é preciso “uma Almada que democratize o acesso à cultura, que apoie os artistas, que desenvolva espaços públicos à criação e à liberdade”, entre outros.

A campanha passou ainda por bairros com condições da habitação precárias como o Segundo Torrão e Penajoia, onde há “casas frágeis, mas pessoas fortes”. A este propósito, o candidato lembrou que com o Plano Habitacional de Emergência Social e Ambiental proposto “ninguém será tratado como invisível” e vai-se “reabilitar sem expulsar, integrar sem demolir e construir com as pessoas”.

Cabeça de lista Almada em Comum
Sérgio Lourosa Alves, cabeça de lista à Câmara pela coligação Almada em Comum. Foto Esquerda.net

O candidato autárquico vinca que “cada visita, cada conversa, cada olhar construiu o nosso programa” e que este passa pela “habitação digna, ambiente, cultura, igualdade, desenvolvimento económico e participação cidadã”.

Para ele, “Almada merece mais, um governo local que não seja arrogante e distanciado da população, que enfrenta os desafios do lixo, da habitação, dos transportes, da desigualdade”.

Não permitir que os anos de má governação em Almada tenham por oposição apenas a direita ou a extrema-direita

Mariana Mortágua destacou o “início de um caminho que vamos fazer juntos”, entre Bloco e Livre em Almada, ao mesmo tempo que, também ela, considerou que “Almada não tem tido uma governação à altura do seu povo”. Esta “foi sendo gerida nesta tradição da gestão autárquica em Portugal, de uma ditadura do betão, do automóvel, com poucos espaços verdes, com pouca qualidade de utilização do espaço, esvaziamento do centro, gentrificação, um problema gravíssimo de habitação que nunca foi resolvido”.

Mariana Mortágua em Almada
Mariana Mortágua no comício da coligação Almada em Comum,. Foto Esquerda.net

A coligação Almada em Comum tem como objetivo não permitir “que estes anos de má governação em Almada tenham por oposição apenas a direita ou a extrema-direita”. Pretende-se assim uma “alternativa que ofereça a este povo um futuro e respeito e orgulho pela terra onde vivem”.

A coordenadora bloquista salientou ainda a importância das autarquias, dado o seu “impacto direto na qualidade de vida das pessoas” e serem essenciais em combates como as alterações climáticas, a integração, a habitação, o acesso a serviços públicos, à saúde, o acesso a centros de saúde, às creches, entre outras.

Considera portanto que é preciso haver programas autárquicos “que protejam a população e ofereçam novas soluções para os problemas de sempre”. Para isso, sublinha, esta coligação é importante porque é juntando forças “que somos capazes de encontrar outras soluções e outros caminhos”.