O candidato presidencial está nesta quarta feira no distrito de Aveiro, tendo participado num almoço-comício em Santa Maria da Feira. Na sua intervenção, Manuel Alegre alertou também:
“Não se deixem impressionar com sondagens ou com notícias, porque já fiz essa experiência há cinco anos [nas últimas eleições presidenciais], quando as sondagens davam 60 e tal a Cavaco Silva e 13 por cento a mim. Depois ele teve 50,5 por cento e eu fiquei a menos de 30 mil votos da segunda volta”.
Na resposta a Cavaco, que disse que uma segunda volta é muito cara para o país, Alegre considerou que o argumento do candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP é demagógico e populista e disse: "Não deixa de ser irónico e curioso, que depois de ter gasto mais 30% que o seu antecessor, Jorge Sampaio, venha agora acenar com o argumento da poupança".
Manuel Alegre declarou ainda que "precisamos de um presidente que não poupe na clareza das palavras" e concluiu: "Os maiores custos seriam os custos para a nossa democracia se não houver segunda volta".