A coordenadora do Bloco visitou os Açores. Em Angra do Heroísmo, criticou o projeto de construção de uma incineradora na ilha Terceira que irá causar “danos ambientais e económicos constantes”, porque além de criar muita poluição, vai obrigar ao transporte de lixo entre as restantes ilhas do Grupo Central e a Terceira. Catarina Martins salientou que existem soluções mais sustentáveis não só a nível ambiental, mas também económico, que exigem um menor investimento e que criam mais emprego.
O candidato do Bloco à Câmara de Angra do Heroísmo, Paulo Mendes, propõe em alternativa à incineração a construção de uma central de vermicompostagem em cada ilha dos Açores, de acordo com a sua dimensão. Paulo Mendes salienta que é uma solução sustentável, amiga do ambiente, mais barata e que cria mais emprego, que tem resultados positivos comprovados, nomeadamente no concelho do Nordeste.
Na Horta, a coordenadora do Bloco acompanhou o candidato independente, João Stattmiller, que encabeça a lista do Bloco à Câmara da Horta numa reunião com a direção da Associação de Agricultores da Ilha do Faial. No final da reunião, Catarina Martins afirmou: “Preocupa-nos extraordinariamente que os Açores sejam cada vez mais uma forma de alimentar negócios privados e não aquilo que devem ser, que é a autonomia ser utilizada para responder às necessidades e especificidades concretas da população”.
Segundo a agência Lusa, Catarina Martins criticou também o Governo Regional dos Açores do PS por tomar “opções que agravam a crise que vem do Governo de direita da República” e que “entregam bens públicos” a “grandes corporações económicas”, a quem assim se garantem “rendas”, mas sem haver contributo para o desenvolvimento da região.
A coordenadora do Bloco considera que são necessários, pelo contrário, “projetos que criem emprego, que criem desenvolvimento, ligados à capacidade de produção local”, além de “capacidade para responder à emergência social, nos serviços públicos que são responsabilidade das câmaras”, num altura de “grande fragilidade” por causa da crise.
Catarina Martins apelou ainda ao voto no Bloco a 29 de setembro, considerando que os açorianos vão ser chamados a optar entre “dar mais força ao PS, que tem apostado na privatização e entrega do que é coletivo aos grandes interesses das corporações económicas privadas”, entre “fazer oposição ao PS dando força à política de direita” que conduziu o país "ao desastre" ou entre “coragem de mudar” e colocar nas autarquias “quem seja a sua voz”.