Exército sírio intensifica bombardeamentos contra Homs

07 de fevereiro 2012 - 14:26

Mal foi chumbada, com o veto da Rússia e China, uma resolução da ONU condenando o regime sírio, as forças leais a Bashar al-Assad intensificaram os bombardeamentos contra a cidade de Homs. Ao fim de quatro dias, sem energia e comunicações, já se contam mais de 100 mortos na cidade onde se concentra a resistência.

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Ao quarto dia de bombardeamento aberto, as forças do exército sírio já fizeram mais de cem baixas entre os habitantes da cidade de Homs. Desde sexta-feira que as forças afetas ao presidente de Bashar al-Assad estão a cercar e bombardear a cidade onde se concentra a resistência, no que todas as fontes consideram ser o pior massacre desde o início da revolta em Março de 2011.

Os ataques, que têm visado várias zonas da cidade, recrudesceram depois de um fim-de-semana sangrento em que a energia também foi cortada. Na segunda-feira, e de acordo com a oposição ao regime, um dos hospitais foi visado pelos bombardeamentos.

Enquanto os canais árabes de televisão vão mostrando o som das bombas e as imagens de fumo a elevar-se da cidade, a resistência fala em mais de 250 mortos e em centenas de feridos - embora estes números não tenho ainda sido confirmados por nenhuma das poucas organizações com contactos na Síria.

Mal foi conhecido o fracasso de uma tentativa de resolução da ONU contra a Síria, depois do veto da China e Rússia, o exército sírio intensificou o ataque à cidade. O reforço dos ataques coincidiu com a presença, em Damasco, do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, uma iniciativa adiantada por Moscovo um dia antes de bloquear a pressão internacional ao regime sírio.

A incomum violência da resposta de um dos regimes mais fechados do mundo, e que tem controlado com mão de ferro a saída para o exterior de imagens dos confrontos, tem levado um número crescente de países europeus a fechar as embaixadas na Síria. Reino Unido, França, Espanha e Itália chamaram os seus embaixadores em Damasco "para consultas", embora este último país tenha mantido a embaixada aberta para prestar o auxílio necessário aos cidadãos italianos ainda na Síria.

A cidade de Homs tem sido o berço da resistência ao regime, tornando-se no epicentro da sublevação que, desde Março de 2001, já viu morrer mais de 5000 pessoas, de acordo com a ONU, e 7000 de acordo com as forças da resistência ao regime de Bashar al-Assad.