“Não há Serviço Nacional de Saúde sem trabalhadores que o assegurem e é inaceitável que o Ministério assobie para o ar quando dentro de uma semana há seis mil trabalhadores que vão ser despedidos e provocar a ruptura de muitos serviços”, escreve o Sindicato numa carta aberta que hoje entregou no gabinete da ministra Ana Jorge.
Ana Amaral, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Ilhas, disse à agência Lusa que em causa estão sobretudo auxiliares, administrativos e técnicos superiores de saúde, como o caso dos psicólogos, com contratos que terminam no último dia deste mês.
“Na lei da execução orçamental está previsto e salvaguardado a possibilidade da prorrogação destes contratos se os trabalhadores forem candidatos a concursos. Se os concursos foram anulados não se sabe o que lhes vai acontecer a partir de 31 de julho”, afirmou à agência Ana Amaral.
A agência Lusa cita uma "fonte oficial do Ministério da Saúde" como tendo dito que “nenhum dos 6432 contratos vai caducar no dia 31 de julho”, sem no entanto dizer qual a solução que tem em vista.
6432 precários da Saúde acabam contrato no fim do mês
22 de julho 2010 - 14:58
O Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública diz que nenhuma solução foi apresentada pelo governo desde a anulação dos concursos que terminariam com a situação de precariedade que se arrasta há anos.
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Milhares de precários nos hospitais vivem na incerteza do fim do contrato em Julho.