O jornal diário “Frankfurter Allgemeine Zeitung” desta quarta feira e o site da revista “Der Spiegel” na terça feira denunciaram o escândalo da especulação do banco alemão com a morte das pessoas.
Os investidores no fundo “db Kompass Life 3” apostam no tempo de vida de um conjunto de 500 segurados norte-americanos com idades entre os 72 e os 85 anos. Quanto mais cedo a pessoa segurada morre, maior é o lucro do investidor, se as pessoas viverem mais tempo, ganha mais o banco.
A “Spiegel Online”, citada pelo site do jornal Expresso, considera o “db Kompass Life 3” uma “ideia de negócio mórbida” na vanguarda da “galeria dos produtos obscuros” e refere que o Deutsche Bank tem atualmente vendidos 700 milhões de euros do fundo a pequenos investidores.
O “Frankfurter Allgemeine Zeitung” pediu ao presidente da Associação de Seguros de Vida da Alemanha (Bundesverbands Zweitmarket Lebensversicherungen, BVZL), Christian Seidl, uma opinião sobre o fundo e ele declarou ao jornal: “O modelo de negócio do referido fundo é, na nossa opinião, moralmente aceitável. Se assim não fosse, poderíamos inferir que qualquer companhia de seguros de pensões beneficia da morte precoce dos seus segurados”.
O diário alemão noticia também que o advogado de Hamburgo Tilman Langer solicitou ao provedor da Associação Federal de Bancos Alemães (Bundesverbandes deutshcer Banken, BdB) que se pronunciasse sobre o caso. O provedor remeteu a questão a deliberação sobre a existência ou não de ilegalidade no produto financeiro para um tribunal, mas salientou que ele é “ dificilmente compatível com a dignidade humana”.