215 milhões de crianças continuam presas ao trabalho infantil

12 de junho 2010 - 13:41

A OIT assinala o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil com um apelo pela revitalização da luta contra esta realidade. “O declínio económico não pode tornar-se uma desculpa para menor ambição e para a inércia” defendeu o director geral da organização.

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Clock Boy - Foto de malias / Flickr

A sobreposição da data com o campeonato mundial de futebol influenciou o tema adoptado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para assinalar o o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. A organização pediu um “golo” para a erradicação do trabalho infantil. Juan Somavia, director geral da OIT, lembrou que: "Enquanto milhares de pessoas disfrutam da excitação do Campeonato Mundial de Futebol, cerca de 215 milhões de crianças trabalham para sobreviver. A educação e os jogos são um luxo para eles. Os progressos relativamente ao fim do trabalho infantil estão a enfraquecer, e nós não estamos no bom caminho para pôr fim às piores formas de trabalho infantil até 2016".

No recém lançado relatório global sobre trabalho infantil da OIT, Somavia afirma que houve um excesso de optimismo com a definição da meta de abolição das piores formas de trabalho infantil para 2016. O director-geral reconhece progressos substanciais a nível mundial, mas afirma que as conclusões do novo relatório global “são contraditórias” e suscitam motivos de preocupação. “Este relatório descreve um abrandamento do ritmo de redução global desde 2006” lembrando ainda que “a persistência do trabalho infantil é um dos maiores fracassos dos esforços de desenvolvimento”.

O relatório revelou ainda que houve um declínio do trabalho infantil entre as meninas e as crianças envolvidas em trabalhos perigosos mas, por outro lado, o trabalho infantil aumentou no grupo etário dos 15 aos 17 anos. “Temos de ganhar um novo fôlego. Vamos aproveitar a inspiração do Mundial de Futebol, e enfrentar este desafio com a energia, a boa estratégia e a determinação para atingir este objectivo”, defende o líder da Organização Internacional do Trabalho.

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