Na terça-feira, a força área indiana bombardeou o território paquistanês. 12 caças Mirage 2000 atacaram aquilo que o governo indiano descreveu como campos de treino do grupo Jaish-e-Mohammad, a organização que reivindicou os vários atentados que têm acontecido na Caxemira indiana, nomeadamente o de 14 de fevereiro que vitimou 41 polícias indianos. A versão paquistanesa é que este ataque não causou vítimas. A versão indiana é que houve “um número elevado” de militantes caxemires mortos.
Esta quarta-feira o exército paquistanês informou que abateu dois caças indianos e capturou dois pilotos. A Índia confirma apenas a “perda” de um Mig-21 mas refere que os confrontos
com a força área vizinha ocorreu no seu território. Por outro lado, o exército indiano avança com a informação de que um
caça F-16 paquistanês foi abatido também alegadamente em território indiano. Entretanto, a polícia indiana informou ainda que um helicóptero indiano caiu resultando em quatro mortos mas sem detalhar as causas.
Os ataques recíprocos fizeram com que os aeroportos indianos das regiões à volta de Caxemira fossem encerrados. E o Paquistão fez o mesmo em cidades como Lahore e Islamabad.
O primeiro-Ministro paquistanês, Imran Khan, rapidamente apelou ao “bom senso, propôs conversões com Nerendra Modi, o primeiro-Ministro indiano, de forma a acalmar as tensões entre as duas potências nucleares e jurou colaborar nas investigações ao ataque suicida que despoletou a situação.
Caxemira é um território que foi pretexto para uma guerra entre os dois países. A região encontra-se atualmente dividida, estando a maior parte sob administração indiana. A maioria da população é muçulmana e há vários grupos que lutam contra o poder indiano.