191 personalidades públicas assinaram por rua com nome de Saramago

27 de julho 2010 - 19:43

O escritor Mário Cláudio entregou, esta terça-feira, na CM do Porto uma petição com 191 assinaturas a pedir ao presidente social-democrata da autarquia, Rui Rio, que aprove a proposta de dar o nome de José Saramago a uma rua da cidade.

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A moção que recomendava à Comissão de Toponímia a atribuição do nome do escritor a uma rua do Porto foi chumbada na reunião do executivo camarário de dia 13 de Julho, com os sete votos contra da maioria PSD/CDS.

O documento é subscrito por várias personalidades ligadas ao mundo da Cultura, nomeadamente Mário Cláudio, Prémio Pessoa de 2004, os escritores Vasco Graça Moura, Valter Hugo Mãe e Ana Hatherly, os artistas plásticos Albuquerque Mendes, José Emídio e José Rodrigues, o arquitecto Alcino Soutinho. Os encenadores Júlio Cardoso e António Durães e o actor António Reis são outras das personalidades que assinam o documento.

Entre as várias personalidades da vida política que assinaram o documento, encontram-se o deputado do Bloco de Esquerda João Semedo, a ex-ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, o socialista Pedro Baptista, o deputado do PCP, Honório Novo, e a eurodeputada Edite Estrela.

A recolha de assinaturas foi uma iniciativa do escritor Mário Cláudio, apoiada pela Cooperativa Árvore e pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), e deveu-se ao facto de a maioria PSD/CDS da Câmara do Porto ter chumbado, em reunião do executivo, a proposta de dar o nome do Nobel da Literatura a uma rua do Porto.

“Inconformados com a resolução tomada pelos responsáveis da autarquia, vêm os signatários […] convidar vossa excelência a promover a reanálise da proposta apresentada, com vista a uma decisão que não desonre a cidade, nem ofenda a memória de um compatriota nosso que ficará como vulto maior da Literatura Universal”, lê-se no documento que foi entregue na autarquia, citado pela Lusa.

A moção que recomendava à Comissão de Toponímia a atribuição do nome do escritor a uma rua do Porto foi chumbada na reunião do executivo camarário de dia 13 de Julho, com os sete votos contra da maioria PSD/CDS, a abstenção do vereador socialista Luciano Vilhena Pereira (os outros quatro elementos do PS e o vereador da CDU votaram a favor).

No entanto, uma proposta idêntica foi aprovada na Assembleia Municipal com 42 votos a favor e oito abstenções.