O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul manifestou esta sexta-feira preocupação pela situação da fábrica da empresa tailandesa Indorama Ventures em Sines.
A produção está paralisada e a empresa está “em manobras de limpeza para uma paragem prolongada” desde o início do mês enquanto que grande parte dos 180 trabalhadores estão de férias e foram dispensados trabalhadores que tinham contratos a prazo e subcontratados.
À Lusa, Hélder Guerreiro, dirigente do SITE Sul, detalha que se está a proceder a “limpeza, inertização e retirada de produtos químicos dos tanques e das linhas”. Para além disso, a direção da fábrica “não soube esclarecer qual o futuro” da unidade fabril quando reuniu com o sindicato e apenas disse que haveria “mais decisões” em setembro.
Estes sinais são vistos com preocupação pelo dirigente sindical que acrescenta: “não queremos lançar o pânico, nem dar a fábrica por perdida. É precisamente o contrário. Queremos que esta fábrica continue a laborar e que os postos de trabalho sejam preservados com a Indorama ou com outra empresa”.
Hélder Guerreiro defende ainda que o governo “deve atuar rapidamente para assegurar estes postos de trabalho e perceber o que está em causa”, anunciando que o SITE Sul vai requerer uma reunião urgente com o ministro da Economia.
O dirigente sindical recorda que a fábrica “comprada em saldo”: “50 milhões de euros por uma fábrica daquelas foi uma pechincha” e “volvidos cinco anos, vemo-nos nesta incerteza”. Refere-se ao processo de compra, em novembro de 2017, da fábrica que produz ácido tereftálico purificado, componente que serve para embalagens de plástico para uso alimentar, que pertencia à Artlant pela tailandesa Indorama Ventures, depois daquela empresa ter sido declarada insolvente.