Educação

12 mil crianças sem pré-escolar, 500 escolas degradadas

06 de novembro 2024 - 20:26

O ministro da Educação reconhece o problema que afeta sobretudo a Grande Lisboa de acordo com dados do grupo de trabalho criado para o avaliar. Mas a sua solução é o privado.

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Ensino pré-escolar.
Ensino pré-escolar. Foto Paulete Matos.

Em audição parlamentar esta terça-feira, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, revelou que “12 mil crianças estão à espera de um lugar no pré-escolar”. A estimativa é de um grupo de trabalho que avaliou a situação e encontrou lacunas no acesso a este nível de ensino em muitos dos concelhos mais populosos do país com destaque para a Grande Lisboa, nomeadamente Sintra, Odivelas, Amadora, Lisboa e Seixal.

Como não podia deixar de ser, o governante gabou a sua atuação e culpou o executivo anterior, falando de um aumento de 170 salas em articulação com as autarquias mas indicando que ainda faltarão mais 800. Para isso, a direita quer recorrer aos privados e ao setor social, acentuando um esquema como o dos contratos de associação do ensino básico e secundário.

A nota explicativa do Orçamento do Estado para a Educação é clara nesse desígnio de atribuir verbas ao privado apresentando como objetivo o “acesso universal e gratuito às creches e à Educação Pré-escolar, mobilizando para tal os setores público, social e privado”.

Para além da explanação de várias das promessas para o setor, o ministro da Educação também reconheceu outro problema: há mais de 500 escolas do ensino básico e secundário degradadas, 10% do total das escolas do país, sendo necessário um plano de recuperação do parque escolar.

Fernando Alexandre defende um “plano de investimento anual” que não esteja dependente dos fundos europeus e que “será sempre feito em articulação com as autarquias”.