As forças de segurança central do Ministério do Interior do Egito levantaram três barricadas de betão para proteger a sede do ministério da fúria dos manifestantes que, pelo quarto dia consecutivo, manifestaram-se e entraram em confronto com a polícia.
Os protestos começaram depois da morte de 74 pessoas em Port Said, no final de um jogo de futebol entre as equipas do Al Masry e o Al Ahly, com os manifestantes a exigir a responsabilização da polícia por não ter impedido os choques entre adeptos.
Mas cedo os manifestantes começaram a pedir o fim do poder da Junta Militar que assumiu o governo depois da queda do presidente Hosni Mubarak, e a formação de um governo provisório presidido pelo presidente do Parlamento recém-eleito. Os manifestantes querem também a antecipação das eleições presidenciais.
Conflitos continuaram também a ocorrer na cidade de Suez. Desde o início da nova onda de manifestações, pelo menos 12 pessoas morreram e 2,500 ficaram feridas, de acordo com o site ahram online.
A polícia é acusada de usar balas reais e um tipo de gás lacrimogéneo particularmente tóxico. Os agentes usaram carros blindados para atacar os manifestantes e atirar as granadas de gás.