Segundo o líder do Partido Socialista, existiram, durante as negociações, duas visões distintas sobre a forma de enfrentar a crise do país, sendo que as divergências não foram ultrapassadas.
António José Seguro atribuiu ao PSD e CDS a responsabilidade pela inviabilização do acordo.
“Durante esta semana tudo fizemos. Mesmo assim, o PSD e o CDS inviabilizaram um compromisso de salvação. Estamos perante duas visões distintas para o país”, frisou, nomeando as propostas apresentadas pelo PS aos partidos da maioria governamental que, segundo o próprio, recusariam, à partida, o corte de 4,7 mil milhões nas despesas do Estado.
“E agora? Cabe ao Senhor Presidente da República a decisão”, afirmou o dirigente do PS, salientando que não lhe cabe dizer a Cavaco Silva como proceder.