“Os trabalhadores e os pensionistas vão perder mais com o agravamento do custo de vida, o congelamento e a redução dos salários e pensões do que se lhe fossem cortados o 13.º e o 14.º meses”, disse Manuel Carvalho da Silva em conferência de imprensa.
O sindicalista explicou que correu o boato do corte do subsídio de férias e de Natal para a seguir as pessoas ficarem gratas por isso não ter acontecido e não fazerem contas ao que vão perder com a imposição de medidas que estão previstas no memorando de entendimento acordado com a troika internacional.
Carvalho da Silva, que falou aos jornalistas depois de uma reunião da comissão executiva da central sindical, disse que o memorando não responde a nenhum dos problemas estruturais do país, nomeadamente à necessidade de crescimento económico, de criação de emprego e de evitar roturas sociais.
Defendeu ainda que o Sistema Nacional de Saúde, a Educação e a Segurança social não podem ser postos em causa, sob pena de o país regredir social e civilizacionalmente.
Relativamente à possibilidade de redução da Taxa Social Única (TSU) para as empresas, Carvalho da Silva alertou para o impacto que a medida poderá ter a nível fiscal. “Cada ponto percentual de redução da TSU das empresas significa mais de 0,25 pontos percentuais no global da receita a obter no IVA”, referiu o sindicalista.
Para dia 19 de Maio estão marcadas duas manifestações, em Lisboa e no Porto, por iniciativa da CGTP. “Contra a ingerência do FMI e da União Europeia – outro rumo é possível”, é o mote do protesto convocado para as 14h30 em S. Bento (Lisboa) e Praça dos Leões (Porto).