Em conferência de imprensa da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, afirmou: “É fundamental que todas as escolas, dos jardins de infância às universidades, estejam encerrados” na greve geral, a 24 de Novembro.
O secretário geral da Fenprof denunciou que se a proposta de lei do Orçamento de Estado para 2012 for aprovada serão postos em causa 32.000 postos de trabalho no sector e considerou que as propostas do Governo são de “destruição e empobrecimento generalizado dos portugueses”, remetendo muitos cidadãos para “níveis de indigência”.
“O primeiro-ministro comporta-se como um verdadeiro xerife de Nottingham, roubando aos pobres para que os ricos continuem a banquetear-se”, declarou Mário Nogueira.
A Fenprof considera que a proposta de OE para 2012 é "aterradora" e instrumento de "destruição e devastação social" e destaca que se este orçamento for aprovado, os “professores perderão, em dois anos, cerca de 30% do seu salário real, muitos milhares ficarão desempregados ou serão 'empurrados' para a mobilidade especial, as escolas serão efectivamente desorçamentadas e a educação vai 'bater no fundo'”.
Na conferência de imprensa, o secretário geral da Fenprof sublinhou ainda que “em Portugal, as verbas para a Educação passaram de 4,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) para 3,8, um decréscimo na ordem de 1,5 mil milhões de euros no total, que coloca Portugal em último lugar na Europa [a 27]” e apelou à mais ampla participação de todos os educadores e professores na Manifestação dos trabalhadores da administração pública no próximo dia 12 de Novembro e na greve geral a 24 de Novembro.
Mário Nogueira anunciou também que a Fenprof decidiu “denunciar a situação a nível internacional”, estando a preparar um texto em várias línguas para enviar às diversas organizações com as quais trabalha noutros países, pedindo solidariedade.