“Governo é uma porta giratória de negócios privados”

10 de setembro 2013 - 2:49

Durante uma iniciativa de campanha no distrito de Bragança, a coordenadora nacional do Bloco, Catarina Martins, lembrou que “em democracia há sempre alternativas, é sempre possível fazer escolhas” e acusou o Governo de ser “uma porta giratória de negócios privados”. A dirigente bloquista apresentou ainda a proposta do Bloco no que respeita à habitação e que “responde ao momento que vivemos e à crise que vivemos”.

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Foto de Paulete Matos.

“Nestas eleições autárquicas é muito importante que nos lembremos do essencial”, avançou Catarina Martins, salientando que “na democracia há sempre alternativas, é sempre possível fazer escolhas”. “Na democracia a voz de cada um e de cada uma conta. Todos são chamados a fazer escolhas”, reforçou.

Lembrando que “nos próximos quatro anos vai traçar-se o país que vamos ter”, a dirigente bloquista acusou o Governo de “transformar o que é de todos em negócio privado” e de ser uma verdadeira “porta giratória de negócios privados”.

O Bloco empenhar-se-á em travar a privatização da água e também dos CTT, que entregam anualmente ao Estado um lucro de 50 milhões de euros e que o Governo quer “oferecer de mão beijada por 600 milhões de euros”, garantiu.

É preciso garantir uma “viragem real à esquerda, clara, e de compromisso”, frisou ainda Catarina Martins, lembrando a indefinição do Partido Socialista em questões essenciais como a água.

Proposta do Bloco para a habitação “responde ao momento que vivemos e à crise que vivemos”

A coordenadora do Bloco de Esquerda, alertando para o facto de que paira uma “bomba relógio sobre o nosso país e as famílias de 130 milhões de euros”, referente às dívidas à banca das famílias por causa da habitação, defendeu que é preciso apostar na reabilitação urbana.

“Portugal investiu em dez anos 5 mil milhões de euros em habitações novas, três vezes mais do que a média europeia, sem se ter feito nada na área da reabilitação urbana”, lamentou.

“Um em cada dez alojamentos está vazio em Portugal” e “três em cada dez casas precisam de obras para garantirem condições de habitabilidade. As famílias portuguesas endividaram-se como nunca, sendo que 90% das suas dívidas são referentes à habitação”, continuou a deputada do Bloco de Esquerda.

É preciso “libertar o país e as famílias do excesso de dependência da banca e do sistema financeiro”, afirmou, referindo que os 3 mil milhões de euros que pagamos ao BCE em comissões podem financiar as medidas necessárias na área da habitação, permitindo ainda a criação de cerca de 60 mil empregos.