João Semedo, acompanhado por Mariana Aiveca e Fernando Rosas, participou num arruada bloquista na feira da Moita e prestou declarações à comunicação social junto ao pavilhão do Bloco de Esquerda.
“Nós não aceitamos que as pensões e as reformas sejam cortadas. As pessoas descontaram uma vida inteira para ter no final da vida essa reforma e essa pensão. É ilegítimo, imoral, antissocial, esse corte”, afirmou o coordenador do Bloco de Esquerda.
João Semedo considerou que o corte que o governo pretende fazer nas pensões acima de 419 euros mensais “significa para o governo português que os portugueses são ricos”, frisando que, atualmente em Portugal, um rendimento, seja salário ou pensão, no montante de 400 euros “não garante um mínimo de sobrevivência”.
“Ou seja, o governo sabe que vai cortar abaixo dos limiares da pobreza, vai cortar aos mais pobres 10% nas pensões e nas reformas. É verdadeiramente inaceitável e, como disse, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para impedir essa brutalidade”, realçou João Semedo.
Questionado se admite recurso ao Tribunal Constitucional sobre essa medida, o coordenador do Bloco disse que não queria “antecipar o futuro”, mas assegurou: “Usaremos todos os instrumentos que temos à nossa disposição, lutaremos nas ruas, lutaremos no parlamento, mobilizaremos os reformados, os pensionistas, os trabalhadores, os portugueses, para na rua contestarem e derrotarem esta política”.
João Semedo sublinhou ainda que “no dia 29 o governo sentirá o peso dessa derrota, porque a maioria dos portugueses vai votar contra os candidatos do PSD e do CDS, os candidatos do governo”.
Questionado sobre as relações e divergências com o PCP e com Jerónimo de Sousa, o coordenador do Bloco afirmou: “Encontro-me há muitos anos, e ultimamente quase diariamente, com o Jerónimo de Sousa, temos uma relação bastante amigável, bastante fraternal, como deve ser entre pessoas que se respeitam, que lutam na mesma margem da vida que é o lado esquerdo da vida. É isso que é importante sublinhar, as convergências e não as divergências”.