A câmara do Porto tinha retirado mais de duas dezenas de cartazes do Bloco de Esquerda. O Bloco queixou-se à comissão nacional de eleições (CNE) no dia 20 de agosto, e a CNE respondeu no dia 23, dando ordem à câmara para repor a propaganda retirada “no prazo de 24 horas”.
Em declarações à comunicação social, José Soeiro que encabeça a candidatura “E se virássemos o Porto ao contrário?” afirmou: "Este episódio é muito significativo sobre duas coisas. Primeiro sobre a prepotência que tem havido do PSD e do CDS na cidade do Porto e sobre também o facto de esta prepotência ter andado em roda livre nos últimos anos. Esta vitória que obtivemos é uma lição para a direita e é também uma lição para a esquerda e para cidadania da cidade".
José Soeiro sublinhou ainda: "Isto mostra que é possível na cidade do Porto vencer a direita e a sua prepotência. Mas só é capaz de vencer a direita, na cidade do Porto, quem não se acomoda. Contestamos este regulamento [que fixa as regras de distribuição de propaganda/publicidade em espaço público], mas infelizmente, na Assembleia Municipal, muitas destas regras tiveram a anuência e o apoio do Partido Socialista".
O Bloco contesta o regulamento por proibir a afixação de propaganda eleitoral nalgumas zonas da cidade e José Soeiro explica não se compreende como é que existe "um regulamento que permite que toda a publicidade comercial ocupe o espaço da cidade", mas ao mesmo tempo "limita a afixação de material político, material de cidadania".
"Ou seja, [o regulamento atual] permite que as marcas ocupem a cidade, mas não permite que a cidadania e mesmo a arte tenham lugar. Esta não é uma visão aceitável do nosso ponto de vista", frisou José Soeiro.
A candidatura “E se virássemos o Porto ao contrário?” (que tem página no facebook: https://www.facebook.com/esevirassemosoportoaocontrario?fref=ts) realizou nesta segunda-feira a ação “E a mim, também me arrancas?” junto à Rotunda da Boavista.