Os sindicatos dos funcionários públicos vinculados à central sindical Cosatu, a maior da África do Sul, rejeitaram a proposta de reajuste apresentada pelo governo e decidiram manter uma greve que já dura três semanas.
Após uma intervenção do próprio presidente sul-africano Jacob Zuma, o governo retomou as negociações na segunda-feira e elevou a oferta de reajuste de 7% para 7,5% e das ajudas para habitação. Mas os querem 8,6% de aumento nos salários.
Mais de um milhão de funcionários públicos sul-africanos aderiram à paralisação. A maioria dos estabelecimentos de ensino do país estão fechados, deixando comprometidos os exames do 12.º ano que se aproximam.
Centenas de hospitais e clínicas públicas estão numa situação caótica, com pacientes entregues aos cuidados de médicos e enfermeiros militares e voluntários. O pessoal clínico militar está destacado em 59 hospitais, alguns deles grandes instituições situadas nas principais cidades do país.
Na semana passada, o governo conseguiu uma ordem judicial para impedir a greve da polícia e dos guardas prisionais.