Mais de um milhão de sul-africanos em greve pelo aumento de salários

18 de agosto 2010 - 11:18

Os trabalhadores do sector público da África do Sul iniciaram, esta quarta-feira, uma greve por tempo indeterminado, ameaçando paralisar o país. Os sindicatos recusam a oferta do Governo de um aumento de sete por cento nos salários.

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Os sindicatos exigem um aumento salarial nunca inferior a 8,6 por cento, a par de maiores subsídios de habitação, de assistência médica e pagamentos extra pelo trabalho nocturno.

A greve atingiu particularmente os serviços de saúde, educação, polícia e imigração e fronteiras, assim como os serviços administrativos do Estado. Muitas escolas e hospitais podem ficar sem condições de funcionar, adianta o Público.

A proposta do Governo de um aumento de sete por cento nos salários foi recusada na véspera da greve. Os sindicatos integrados na maior federação sindical do país, a Cosatu, exigem um aumento salarial nunca inferior a 8,6 por cento, a par de maiores subsídios de habitação, de assistência médica e pagamentos extra pelo trabalho nocturno.

“Uns 90 por cento dos cerca de 1,3 milhões de funcionários públicos estão a aderir à greve”, salientou um dos líderes da COSATU, Mungwena Maluleke, citado pela agência Reuters.

Espera-se que a greve não deverá ter efeitos negativos imediatos na economia do país – a maior de todo o continente africano – mas, segundo os analistas, uma prolongada interrupção do trabalho irá eventualmente ter consequências no comércio, tanto interna como externamente.

No entanto, a pressão sobre o Congresso Nacional Africano, no poder, aumenta consideravelmente para que seja alcançado um acordo com os sindicatos que são tradicionais aliados do partido e, historicamente, uma importante base de eleitorado.

Os sindicatos vão sendo também pressionados, mas por alguns dos grupos afiliados que se mostram favoráveis à oferta de sete por cento feita pelo Governo, isto se ela incluir o aumento dos subsídios de habitação.