Porto

A mobilização da cidade obrigou o autarca a anunciar a reabertura "de forma temporária e condicionada” das lojas do STOP. Bloco quer que a autarquia dê prioridade à mantenção do espaço.

Centenas de pessoas manifestaram-se junto ao centro comercial contra a decisão da Câmara, e são já inúmeros os artistas a declarar publicamente a sua indignação perante os despejos no STOP. Segunda-feira haverá novo protesto, que terminará em frente aos Paços do Concelho.

Câmara do Porto enviou polícia para fechar lojas do Centro Comercial STOP, onde músicos da Invicta desenvolvem os seus projetos. Deputada municipal Susana Constante Pereira apontou que esta situação faz lembrar o que aconteceu no tempo de Rui Rio.

Não interessa aos portuenses e aos gaienses que a exploração especulativa e gananciosa dos seus territórios se prolonguem para as águas do rio que é de todos. Por Luis Vale, Soares da Luz e Lurdes Gomes.

Depois de tentar invisibilizar o evento, procurando, sem sucesso, empurrá-lo para fora do centro da cidade, o autarca do Porto vem agora ameaçar que, se a organização mantiver os planos de fazer o Arraial na Alameda das Fontaínhas, não contará com qualquer apoio do município.

Objetivo é ampliar vozes dos 21 coletivos e associações que compõem a Comissão Organizadora da Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto para todas as pessoas que acreditam que esta luta não deve ser invisibilizada e que o Arraial se deve realizar no centro da cidade.

Pelo segundo ano consecutivo, a maioria de direita no Porto recusou hastear a bandeira arco-íris na Câmara no Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, optando por uma iniciativa fora do edifício.

Depois do interior de um prédio na rua 31 de Janeiro ter derrocado, o presidente da Câmara do Porto comprometeu-se com o realojamento. Só que, no dia seguinte, “todos eles ficaram sem qualquer resposta, temporária ou definitiva, sem nenhum apoio monetário” diz o partido que exige “solução digna e estável de alojamento”.