Depois dos lucros recorde de 2025, a crise provocada pela guerra permitiu à Galp Energia alcançar o segundo melhor trimestre de sempre em ganhos de refinação, com uma margem de 14,8 dólares por barril entre janeiro e março.
Esta sexta-feira realizou-se um plenário e uma iniciativa pública em Sines, onde trabalhadores e autarcas partilharam as suas preocupações face ao pouco que se sabe das consequências da fusão que vai retirar à Galp o controlo da refinaria.
“Castro Almeida recua e capitula”, conclui o deputado bloquista Fabian Figueiredo após receber a resposta do ministro às perguntas que enviou em janeiro sobre a operação de fusão da Galp e da Moeve, que prevê a retirada do controlo nacional sobre a única refinaria do país.
Bloco questionou o ministro da Economia e a ministra do Ambiente sobre o negócio e defende que o Governo “não pode ser um mero espectador” enquanto assiste à transferência da única refinaria do país para mãos estrangeiras.
Esta estrutura aumentou num ano as emissões em 11%, o que “mostra um peso muito significativo e crescente dos combustíveis fósseis na nossa economia e emissões poluentes” diz a Zero que fez um ranking das empresas mais poluidoras.
A empresa tem lucrado mais 3,4 milhões de euros por dia mas diz que tem de “reavaliar” as metas de descarbonização por causa da descoberta de petróleo na Namíbia e da “lenta execução dos desenvolvimentos renováveis”.
Contratado pelo fundo de investimento britânico por detrás do megaprojeto dos data centers em Sines, o advogado e consultor é suspeito de usar a sua influência para conseguir o favorecimento do Governo à empresa. Três dos cinco detidos já tinham sido apanhados no Galpgate.
No final da reunião com a comissária europeia da Coesão e Reformas, o eurodeputado José Gusmão disse que ficou reforçada a sua "perplexidade" com a demora nos apoios aos antigos trabalhadores da refinaria de Matosinhos, encerrada há dois anos.