Gonçalo Portocarrero de Almada (GPA) escreve tanta coisa de bradar aos céus... Desta vez, são as falas de uma novela sobre o casamento que, num truque de magia, passam a pseudo-argumento sobre “A hipocrisia do contrato de trabalho”´.
Tal como na Líbia e no Afeganistão, o envolvimento ocidental na guerra civil na Síria não tem outro propósito senão o de alterar o equilíbrio de forças no terreno e dar aos rebeldes a força que eles, por si sós, não são capazes de conquistar.
O aumento do volume de horas de trabalho semanais representa um corte na remuneração superior a 14%. E o travão agora colocado pelo Tribunal Constitucional à requalificação da função pública poderá não ser um sério revés na estratégia de purificação do Governo.
A toxicidade político-governamental é tão elevada que os animais políticos que somos reagimos de forma irracional e espontânea, e assim começamos a sentir nojo de cada vez que ouvimos a palavra “política”.
Sem esquecermos que as eleições são apenas um dos diversos momentos que compõem a vida democrática, é importante lembrarmos que a inovação também é importante para a democracia, e se calhar prioritária na agenda da esquerda.
O partido do Estado mínimo e da concessão a privados dos espaços e bens públicos e o do esbanjamento propagandístico de recursos públicos para se eternizar no poder são afinal um só e o mesmo.
Sem surpresa, a teoria do "risco constitucional" é o sucedâneo atual da tese das "forças de bloqueio", criada, com espírito idêntico, pelo atual Presidente da República quando chefiava o Governo.
Apesar de a percentagem da população que apoia a ideia de deixar o petróleo do Parque Yasuni no subsolo ter vindo a aumentar continuamente, atingindo mais de 90% no último estudo de opinião, o governo do Equador virou as costas à população.
A aflição de Menezes com a democracia e os tribunais assemelha-o e muito a Rui Rio, incapazes que são, ambos, de superar o instinto autoritário e de argumentar com serenidade perante a adversidade.