Nestes tempos de empobrecimento e miséria simbólica, os “tempos livres” da propalada civilização do bem-estar ou “sociedade de lazer” evidenciam-se como uma enorme falácia.
O povo tem agora pela frente a luta pela reconquista da independência troikiana e pela demissão deste Governo que há muito que deixou de ter legitimidade para governar.
As nossas ideias e a nossa determinação na oposição sistemática à destruição em curso irão demonstrar todos os dias e a cada dia que Ainda estamos Vivos.
O governo autoritário que hoje exerce funções em Portugal já deu luzes sobre os seus objetivos: cortar nos apoios generalizados à investigação científica e garantir que apenas tem apoios se não ousar produzir conhecimentos que deslegitimem o poder.
Começam a chegar as notificações da Segurança Social que determinam o valor das contribuições a pagar já em Dezembro, ou seja, abriu a caça aos/às trabalhadores/as a recibos verdes.
A Conferência de Varsóvia sobre Alterações Climáticas ficará na história não apenas pelo recuo no combate às alterações climáticas, mas também por ter estendido a passadeira vermelha para os lóbis das indústrias poluentes.
O Orçamento de Defesa deve assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Estado com os homens e mulheres que ingressaram nas FA's, em detrimento do investimento em material e estruturas que estão ao serviço dos crimes de guerra.
Os portugueses não só são dos europeus que menos participam em atividades culturais como o fazem hoje menos do que há seis anos. O “Público” foi ouvir antigos e atuais responsáveis pelas políticas culturais. O resultado é um descarado e coletivo exercício de auto-desresponsabilização.
Esquecemos de refletir sobre aqueles que nos comunicavam os diagnósticos fatalistas. Confiámos naqueles que sabemos enriquecerem com a doença alheia e não com a sua saúde, que inventam as doenças vendendo uma também falsa cura.