O atentado de Paris é um presente para as Marine Le Pen e os Sarkozy deste mundo. Como dizia um dos desenhos do Charlie Hebdo, Maomé deve achar que é duro ter tantos estúpidos a afirmarem-se como seus adeptos…
Hoje, sou grega e sou Syriza, independentemente deste ganhar as eleições e, em conjunto com o povo grego, conseguir vencer o previsível ataque dos ‘tubarões’.
A gripe faz disparar a afluência às urgências. Não há nisto qualquer novidade, só mesmo o ministro parece ter sido apanhado desprevenido… Paulo Macedo, como sempre tem acontecido, preferiu poupar a investir no reforço da capacidade de resposta do SNS.
Em cada debate e discussão sobre xenofobia e racismo na Nova Europa, os nomes dos caricaturistas assassinados serão atirados para justificar a exclusão e a discriminação.
A enorme campanha de propaganda e diabolização do Syriza apenas espelha o medo que o capital e os seus arautos têm da Democracia, quando esta não vai de encontro aos seus ditames e se assume como instrumento na defesa dos direitos dos povos.
O medo não se imporá à democracia. Os mercados não esmagarão a liberdade. Angela Merkel e os seus aliados não se substituirão às cidadãs e aos cidadãos gregos. A mudança na Grécia é fator de esperança para a Europa, para os países do sul e em especial para Portugal.
Em Portugal, em nome da valorização da Economia Social estamos a assistir ao retrocesso civilizacional no apoio social, na solidariedade e na promoção de processos emancipatórios dos cidadãos para combate à pobreza.
Defensor da reestruturação da dívida dos países periféricos, Beck manifestava-se contra a inevitabilidade do discurso económico hegemónico, argumentando que a modernidade, nas suas metamorfoses, tem vias plurais e alternativas.
As próximas eleições vão também tratar de recolocar, para cima ou para baixo, a esperança de uma parte importante da esquerda sobre as suas próprias capacidades e possibilidades.
Ao olhar para o ano que agora começa, as palavras petróleo e Grécia assumem uma importância tão grande – é que em ambas vai suposto esse poder arrasador dos anónimos mercados e a suposta irresponsabilidade dos poderes políticos pelo que se vier a passar.