A divulgação dos resultados de projetos como o da Escola da Ponte não interessa ao Governo PSD/CDS e ao seu ministro da Educação, porque deitam por terra todas as falácias sobre o suposto rigor da sua política enformada pelo elitismo e pela seleção social.
Henrique Raposo é igual a si próprio: a crónica, que é a sua vida, mostra-o inteiro, apresenta-o como é, orgulhosamente misógino em todo o seu esplendor.
Os seus cartazes podem dizer o que for, mas serão sempre o retrato dessa realidade: o PS foi inimigo do emprego e agora não apresenta uma proposta consistente para a criação de emprego. Por isso, faz estes cartazes que desdizem o que dizem.
A agenda do precariado não se poderá resumir às suas próprias condições materiais. Isso não lhe permitirá resolver as questões fundamentais que afectam o futuro da sociedade
Há muitas formas de solucionar a armadilha do endividamento sem o custo da pobreza, da recessão e do desemprego. O problema não está na inevitabilidade da economia, ou dos seus instrumentos. Trata-se apenas de vontade política.
A Escola Pública não ganha nada com este Projeto que é incompatível com o conceito de Educação Libertadora. E como disse Paulo Freire, esse grande Mestre dos Pedagogos, “quando a Educação não é Libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”!
Recuperar o que é nosso, 40 anos depois do 25 de Abril, é muito mais do que recuperar os direitos sociais que nos foram roubados. É recuperar a exigência de vivermos num país em que o povo é, realmente, quem mais ordena.
Hoje, mais de metade das pessoas em idade activa em Portugal são precárias ou estão desempregadas. E mesmo aquelas e aqueles com contratos ditos estáveis viram as suas condições de vida piorarem muito.
Enquanto ainda existirem energúmenos dispostos a viajar para o outro lado do mundo para matar animais, enquanto existirem governos e empresas que dão cobertura à matança, Cecil não pode ser esquecido.
Queria perguntar aos nossos futuros primeiros ou primeiras o que pretendem fazer acerca dos sapos. É que na Póvoa de Varzim há sapos na entrada das lojas para afugentarem os ciganos, e não acho bem.
É ao político conservador britânico Benjamin Disraeli que se atribui a conhecida proposição segundo a qual há três tipos de mentiras: as mentiras comuns, as mentiras sagradas e as estatísticas. O atual debate em torno do emprego parece confirmar essa máxima.