Vital Moreira tem destas coisas: ele adora a “Europa”. Tudo está bem. Os Tratados são encantadores, a política económica é o que tem que ser, as instituições são respeitáveis, os políticos certos, a “Europa” vai bem.
Das reuniões do PR com os partidos e parceiros sociais sobre a possibilidade de abertura de uma crise política, destaca-se a lista de oito páginas de “queixinhas” das confederações patronais.
Passos Coelho não teve pudor em deslocar-se à Madeira, onde o PSD bateu o recorde do endividamento e má gestão dos recursos públicos, para aí afirmar que as sanções ao país são o resultado da desconfiança europeia quanto às opções do atual Governo. A afirmação é grave.
Uma quintinice é uma homenagem da raiva à ignorância e acontece quando a ira se alimenta do que parece - mas não é - a realidade dos factos. Donald Trump, por exemplo, é um exímio criador de quintinices.
Vencida esta primeira batalha contra a aplicação de sanções, não podemos baixar a guarda, porque as diversas instituições da UE vão manter e exercer todo o tipo de pressões para que as políticas austeritárias voltem a estar presentes no Orçamento de Estado para 2017.
O caso das sanções, em que a direita se colocou desabridamente do lado da Comissão Europeia contra Portugal, cimenta a resposta do governo e da esquerda que o apoia.