Papa diz que não se combate a sida com preservativos

17 de março 2009 - 15:59
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Papa Bento XVIJoseph Ratzinger, o Papa Bento XVI, defendeu a caminho de Camarões, primeira etapa de uma visita a África, que a sida não pode ser combatida com a distribuição de preservativos. "A sida é uma tragédia que não pode ser superada com o dinheiro e nem com a distribuição de preservativos", afirmou o pontífice.

Para prevenir a doença, diz o Papa, é necessária uma grande atenção e uma renovação moral no comportamento humano.

A África subsariana é a região do mundo mais afectada pelo HIV/sida, com uma estimativa de 22 milhões de pessoas afectadas pela doença no final de 2007 e a morte de 1,5 milhão de pessoas em apenas um ano. Há mais de 11 milhões de crianças órfãs devido à devastação de vidas causada pela doença.

Há quatro anos, o cardeal cristão camaronense Wiyghan Tumi defendeu o uso dos preservativos como forma de prevenção contra o HIV/sida, afirmando que o seu uso fazia sentido, apesar de considerar que a abstinência sexual e a fidelidade matrimonial ainda eram as melhores formas de prevenção contra a doença.

A república de Camarões tem cerca de 18,5 milhões de habitantes, e 540 mil pessoas infectadas com a doença, das quais 45 mil crianças (dados de 2007).

Ainda durante o voo, questionado sobre se sentia solidão depois da crise gerada pela remissão da excomunhão de quatro bispos da Fraternidade São Pio X, entre eles Richard Williamson, que se tornou polémico por negar a existência do Holocausto, Bento XVI afirmou que "não, de modo nenhum". "Para dizer a verdade, devo rir diante deste mito da solidão. De nenhum modo me sinto sozinho. Todo dia vejo os meus colaboradores, amigos e bispos", disse Ratzinger, citado pela agência italiana Ansa.

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