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O desafio é saber a que políticas o governo dará continuidade

Reagindo à declaração do primeiro-ministro na tomada de posse do governo, Pedro Filipe Soares frisou que o valor do salário mínimo pode ser superior ao prometido por António Costa, alertou contra a possibilidade de reduzir as contribuições dos patrões para a segurança social e para a indefinição da ideia de “continuidade de políticas” do governo.
Pedro Filipe Soares no primeiro dia de trabalhos da nova sessão legislativa. Outubro 2019.
Pedro Filipe Soares no primeiro dia de trabalhos da nova sessão legislativa. Outubro 2019. Foto de António Cotrim/Lusa

À saída da cerimónia de tomada de posse do governo, Pedro Filipe Soares comentou as declarações de António Costa que tinha garantido continuidade relativamente às políticas anteriores.

Uma vez que “há muito ainda por definir” no caminho do governo, o líder parlamentar do Bloco considerou que “o desafio que está em cima da mesa” será saber que tipo de políticas quer o primeiro-ministro continuar.

Isto é, o governo está perante a escolha de continuar as “políticas de recuperação de rendimentos, de garantia de uma distribuição de riqueza que melhora a vida das pessoas” ou a “cedência na Concertação Social a patrões que não querem ver uma legislação laboral que dá dignidade aos trabalhadores” e a “falta de investimento em serviços públicos”.

O Bloco espera assim para ver que “políticas concretas” estarão plasmadas no orçamento, uma vez que, por exemplo, o “investimento nos serviços públicos não foi referido” e que “a forma de valorização dos salários está ainda parcialmente apresentada” mas garante desde já ser “uma força para a estabilidade da vida das pessoas, para a garantia que o que de bom aconteceu pode significar ainda melhor no futuro”.

Sobre a carta do aumento do salário mínimo para 750 euros em 2023, jogada por António Costa nesta ocasião, Pedro Filipe Soares pensa que deve “haver uma programação do aumento do salário mínimo nacional”, que “pode ir além do valor adiantado pelo chefe do governo e que “é importante que o valor do salário mínimo não seja depois sinónimo, como nós tivemos de acordos de concertação social no passado, da fragilização da Segurança Social” como em 2017 quando houve a tentativa de reduzir a comparticipação dos patrões para a TSU.

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