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Legionella: É urgente repor inspeções periódicas

Catarina Martins alertou para a urgência da entrada em vigor da lei que repõe as inspeções regulares para deteção da bactéria ‘legionella’, revogada pelo governo PSD/CDS em 2013. Até ao momento, já foram identificados seis casos de legionella no hospital CUF Descobertas, em Lisboa.
O hospital CUF Descobertas, em Lisboa, está a contactar todos os doentes que estiveram internados entre os dias 6 e 26 de janeiro, para despistar eventuais casos de legionella.

“Esperamos que o processo legislativo avance rapidamente, porque o fim das inspeções tem enormes danos para a saúde”, afirmou Catarina Martins, à margem de uma sessão com alunos sobre igualdade de género na Escola Secundária José Saramago, em Mafra.

A coordenadora bloquista teceu críticas ao anterior Governo PSD/CDS, que “acabou tanto com as inspeções periódicas à qualidade do ar interior, como com a recolha para análise de colónias”.

“A ‘legionella’ é uma bactéria que existe, mas tem de ser controlada e precisamos dessas inspeções para perceber se está a reproduzir-se. O fim das inspeções determinou que não se soubesse e que houvesse infeções”, frisou.



Os projetos do Bloco que reestabeleceram a obrigatoriedade de auditorias à qualidade do ar interior e à pesquisa de presença de colónias de legionella, que, até às alterações legais de 2013, eram de dois em dois anos, foi aprovada com os votos contra do PSD e do CDS.

Já foram identificados seis casos de legionella no hospital CUF Descobertas

Até ao momento, há seis infetados confirmados no surto de legionella no Hospital CUF Descobertas. No total são cinco mulheres e um homem: duas funcionárias, três doentes e uma acompanhante.


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Os chuveiros da unidade CUF Descobertas são apontados como possível fonte do surto, contudo, ainda não foram divulgados os resultados definitivos das análises às amostras das águas, que foram enviadas para o Instituto Doutor Ricardo Jorge.

O diretor clínico adjunto do CUF Descobertas já esclareceu, contudo, que, pelo percurso que fizeram dos doentes, não conseguiram “identificar um lugar comum por onde todos tivessem passado”.

“Como tal estamos a tratar o hospital como um todo, não há uma área circunscrita", frisou.

Por determinação da Autoridade de Saúde, a utilização de chuveiros, "que contribuem para a formação de aerossóis e para o desenvolvimento e propagação da legionella", mantém-se interdita, informou ainda o clínico.



O hospital CUF Descobertas, em Lisboa, está a contactar todos os doentes que estiveram internados entre os dias 6 e 26 de janeiro, para despistar eventuais casos de legionella.

 

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