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FMI perdoa seis meses de pagamentos de dívida a 25 países

O FMI anunciou esta segunda-feira o perdão do serviço da dívida durante seis meses a 25 dos países mais pobres do mundo, de forma a permitir a libertação de recursos para o combate à pandemia. A maioria dos países são de África, mas a lista inclui também o Afeganistão, o Haiti, o Iémen e o Nepal.
Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI. Foto: World Bank Photo Collection/Flickr
Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI. Foto: World Bank Photo Collection/Flickr

O FMI anunciou esta segunda-feira que procederá ao perdão do serviço da dívida a 25 dos países mais pobres do mundo, de forma a aliviar os encargos com os pagamentos e permitir a libertação de recursos para o combate à pandemia.

O anúncio foi feito pela diretora-geral do fundo, Kristalina Georgieva, que explicou que a medida cobre os reembolsos da dívida destes Estados para com o FMI durante os próximos seis meses. Para isso, foi acionado um fundo de financiamento de ações de contenção de catástrofe e recuperação (CCRT, em inglês), que foi inicialmente criado para combater o surto de Ébola em África, em 2015, e que permite à instituição cobrir estes pagamentos. O CCRT possui cerca de 500 milhões de dólares, destacando-se as recentes contribuições do Japão e do Reino Unido para este fundo.

Georgieva disse que a medida “concede auxílios aos nossos membros mais pobres e vulneráveis para cobrir as suas obrigações para com o FMI por um período inicial de seis meses, o que os ajudará a canalizar uma maior parte dos seus magros recursos financeiros à emergência médica vital e outros esforços de ajuda.”

Os 25 países abrangidos por este perdão de dívida do FMI são o Afeganistão, o Benim, o Burkina Faso, o Chade, Comores, a Gâmbia, a Guiné, a Guiné-Bissau, o Haiti, o Iémen, as Ilhas Salomão, a Libéria, Madagáscar, o Malaui, o Mali, Moçambique, o Nepal, o Niger, a República Centro-Africana, a República Democrática do Congo, o Ruanda, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, o Tajiquistão e o Togo.

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