O deputado bloquista lembrou que, de acordo com o Portal do Clima, face às alterações climáticas, é expectável que o número de dias com risco de incêndio extremo possa passar de 9 para 45 dias por ano até ao final do século.
Segundo Ricardo Vicente, “para proteger o território e a população dos incêndios é preciso uma mudança estrutural da floresta”.
“Atualmente, o eucalipto representa 26% da área florestal e se acrescemos o pinheiro bravo, representam quase metade. A situação atual é perigosa porque estas espécies são menos resistentes ao fogo do que as folhosas autóctones, típicas do mediterrâneo, e porque a sua expressão territorial é abusiva”, alertou Ricardo Vicente.
Neste contexto, os bloquistas encontraram com agrado entre as intenções constantes do programa de Governo no que respeita à “diversificação da paisagem” e à “reconversão da área existente para espécies mais adaptadas ao território, tendo em vista a resiliência aos riscos de incêndio”.
O deputado bloquista lamentou, contudo, que não constem deste programa as medidas para atingir estes objetivos.
Nesse sentido, Ricardo Vicente questionou o Governo sobre quais as medidas concretas previstas para forçar a diversificação da paisagem, que levem os produtores florestais a investir em espécies alternativas ao eucalipto e ao pinheiro bravo.
O Bloco pretende ainda saber que metas prevê o executivo atingir, em termos de área e localização, para novas plantações de espécies folhosas e resilientes ao fogo, e se o mesmo está disponível para rever os Planos Regionais de Ordenamento Florestal de forma a deixar de considerar o eucalipto uma espécie prioritária.