You are here

Aeroporto do Montijo: impacto ambiental e urbano contestado

Grupo ambientalista Climáximo alerta para a contradição entre o objetivo de 50 milhões de passageiros nos aeroportos de Lisboa e o impacto ambiental e no mercado imobiliário.
Foto de Aero Icarus/Flickr

O grupo ambientalista Climáximo reagiu ao anúncio da expansão do sistema aeroportuário de Lisboa com fortes críticas ao impacto ambiental do projecto e à pressão adicional que colocará sobre o mercado imobiliário da cidade. A 9 de Janeiro, o governo, a ANA e a Vinci assinaram um acordo para a construção de um novo aeroporto civil na base aérea 6 do Montijo e nova expansão de capacidade no aeroporto de Lisboa, que prevê investimentos superiores a mil milhões de euros.

O coletivo, em comunicado, sublinha que "já existe um parecer negativo do estudo de impacto ambiental do projeto do novo aeroporto em Montijo: chama-se ciência climática. Não é possível apontar para a neutralidade carbónica em 2050 e ao mesmo tempo visar 50 milhões de passageiros anuais nos aeroportos de Lisboa e Montijo (o dobro do número atual)". Condena por essa razão os "1,15 mil milhões de euros investidos até 2028 na crise climática e na destruição planeada da cidade de Lisboa pelo turismo em massa". A crítica dirige-se também à falta de um estudo de impacto ambiental para o Montijo, que nem por isso impediu o anúncio do plano.

Para a Climáximo, "se o governo não nega a ciência climática, este projeto não pode avançar". Como alternativa, defendem o "fim da dependência excessiva das formas de transporte mais poluentes e prejudiciais ao clima", uma mudança de prioridades para os comboios e outros meios de transporte mais ecológicos, e "questionar o crescente hábito de viajar para regiões longínquas, viagens aéreas de fim de semana e turismo em massa".

A ausência de estudos de impacte ambiental já fora contestada anteriormente pela associação Zero.

Termos relacionados Política
(...)