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Serviço público de televisão sob ameaça

O negócio da venda da RTP1 a privados tem ainda muito por explicar. A começar pela identidade do comprador, pois não há grupos de media portugueses com capacidade financeira ou interesse para investir agora num canal de tv. Mas não há grandes dúvidas sobre o efeito negativo duma possível venda, quer do ponto de vista financeiro quer na qualidade da informação e programação televisiva. Dossier coordenado por Luís Branco.
Dossier esquerda.net: Serviço público de televisão sob ameaça

Neste dossier, entrevistámos Paquete de Oliveira, o primeiro Provedor do Telespectador da RTP, que acusa o Governo de não ter estudado o negócio que está a preparar. Recordamos o aceso debate no Parlamento a 11 de janeiro e o coro de críticas ao relatório do grupo de trabalho liderado por João Duque. Convidámos Diana Andringa, António Louçã e Catarina Martins a analisarem as consequências da privatização do 1º canal para os trabalhadores, os cidadãos e o jornalismo. E fomos saber quanto custa o serviço público de tv na Europa, o que é a Newshold angolana e qual a razão de já haver saudades da publicidade na TVE espanhola.

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Resto dossier

Serviço público de televisão sob ameaça

O negócio da venda da RTP1 a privados tem ainda muito por explicar. A começar pela identidade do comprador, à falta de grupos nacionais com dinheiro ou interesse para investir agora num canal de tv. Mas não há grandes dúvidas sobre o efeito negativo duma possível venda para a qualidade da informação e programação televisiva.
Dossier coordenado por Luís Branco.

"A venda de um canal da RTP está mal estudada"

Paquete de Oliveira foi o primeiro Provedor do Telespectador da RTP e conhece bem o serviço público de televisão que se faz em Portugal. Nesta entrevista ao esquerda.net, critica a intenção do Governo de vender um canal sem acautelar o interesse da população, do Estado e da própria empresa.

Serviço público é alternativa à monotonia das TV's

Quando se cumprem vinte anos sobre a abertura dos canais privados, as únicas exceções à monotonia do panorama televisivo dos canais de sinal aberto vêm dos canais públicos, RTP1 e RTP2. Privatizar um deles é um erro. Por Diana Andringa, do Conselho de Opinião da RTP.

O que é que luta pela RTP tem a ver com a democracia? Tudo.

Abrir um canal televisivo em sinal aberto tem profundas implicações no funcionamento do sistema democrático; fazê-lo através da alienação de um canal de serviço público é perverter tanto o serviço público como as regras de licenciamento de novos serviços de programas.

Os trabalhadores da RTP são supérfluos?

O Governo anunciou que pretende privatizar até ao fim de 2012 um dos canais da RTP. O anúncio é uma espada de Dâmocles sobre a cabeça dos trabalhadores da rádio e da televisão públicas. Embora oficialmente apenas se tenha falado até aqui em “rescisões amigáveis”, a verdade é que um canal da RTP só seria privatizável mediante um massacre dos postos de trabalho. Por António Louçã, da Comissão de Trabalhadores da RTP.

Newshold: o silêncio é a arma do negócio?

Há uns anos, o ex-deputado laranja Agostinho Branquinho perguntou numa comissão parlamentar o que era a Ongoing. Poucos meses depois, trocava São Bento por um cargo na empresa que dizia desconhecer. Com a Newshold, detida por uma sociedade offshore no Panamá e ligada a capitais do regime angolano, a pergunta é outra: o Governo mandou calar na rádio e na agência de notícias pública uma voz crítica de Eduardo dos Santos para agradar a Luanda, aparentemente interessada na RTP1?

"Uma RTP com 3% de audiência não é serviço público"

No debate parlamentar de 11 de janeiro, por iniciativa do Bloco de Esquerda, Catarina Martins acusou o PSD e o CDS de quererem manter a RTP num estado vegetativo até concretizarem "um negócio já decidido antes das eleições, uma promessa por cumprir a alguém que não os eleitores". Ao contrário de todos os países europeus, o governo português pretende diminuir o serviço público em vez de aproveitar a entrada do digital para aumentá-lo.

Afinal, quanto nos custa a RTP?

O Observatório Europeu do Audiovisual comparou em 2010 os custos e as receitas das televisões públicas nos 27 países da União Europeia. E chegou à conclusão que o serviço público de tv em Portugal custa por ano a cada habitante 21,29 euros, somando a dotação orçamental e a taxa de audiovisual. Ou seja, menos de metade do que pagam cipriotas, holandeses ou eslovenos e menos de um terço dos alemães, ingleses e finlandeses.

João Duque, “A Bem da Nação”

O uso da fórmula salazarista pelo conselheiro de Passos Coelho terá sido um deslize freudiano?

Miguel Portas: "Só nos saem duques!"

"Só nos saem duques!", desabafou Miguel Portas no programa Conselho Superior da Antena Um sobre o relatório da comissão do serviço público para a comunicação social, que traz no bojo “uma catástrofe” para as televisões e para os meios de informação em geral.

Telespectadores espanhóis pedem regresso moderado da publicidade à TVE

A Associação de Usuários de Comunicação exige um modelo sustentável que garanta a qualidade, a independência e o pluralismo da RTVE. Os telespectadores contestam os cortes anunciados pelo Governo de Mariano Rajoy e querem rever a medida de Zapatero, que retirou a publicidade ao canal público de TV.