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Vigília de homenagem à transexual Luna, assassinada em Lisboa

Transexual LunaO colectivo Panteras Rosa convocou para esta Quarta feira, em Lisboa uma vigília de homenagem à transexual Luna, assassinada na passada semana na zona de Lisboa, dois anos depois do assassinato de Gisberta no Porto. O blogue de Panteras Rosa refere que nada se sabe sobre o crime, mas denuncia que "a transfobia mata e que as pessoas trans estão muito mais sujeitas a violência do que as demais".
A vigília decorrerá a partir das 19 horas no Conde Redondo (esquina com a R. Gonçalves Crespo).

O corpo da transexual Luna foi encontrado num contentor de lixo na zona de Lisboa. Tinha 42 anos, era de origem brasileira, há muitos anos residente e trabalhadora em Portugal, prostituía-se no Conde Redondo, onde terá lugar a homenagem.

À agência Lusa, Sérgio Vitorino da Panteras Rosa afirmou que por detrás da morte de Luna está uma história de discriminação e marginalização, semelhante à de tantos transexuais. Em Portugal, o processo de mudança de sexo pode demorar dez anos.

"Dez anos de discriminação, dez anos sem conseguir arranjar emprego ou a esconder o seu género" porque "para a legislação portuguesa, os transexuais não existem", criticou Sérgio Vitorino.

O colectivo Panteras Rosa apela também à mobilização de acção internacional, que já chegou a Paris, Madrid, Barcelona e Bruxelas, onde se realizaram ou estão agendadas acções de solidariedade.

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