Os ex-trabalhadores da Culturporto apresentaram-se no Rivoli e exigem que o tribunal execute a sentença que lhes deu razão.
Os ex-trabalhadores do Rivoli apoiam-se na decisão do Tribunal da Relação que lhes deu razão ao considerar ilícitos os despedimentos da Culturporto. Esta terça-feira, um grupo de dez trabalhadores apresentou-se ao trabalho no Rivoli, mas o segurança do espaço não lhes deu autorização para entrar e não estava nenhum responsável nas instalações.
Dos 26 trabalhadores despedidos, apenas 19 levaram a acção judicial até ao fim. São 11 os que pedem a reintegração e os restantes 8 querem ser indemnizados. "Alguns desistiram. Este é um processo moroso, doloroso e altamente dispendioso. Estamos a trabalhar com o nosso dinheiro e a nossa alma. Ao passo que a Câmara trata disto institucionalmente e com dinheiros públicos", acusa Inês Maia, que era directora de cena do Rivoli quando a Câmara decidiu extinguir a Culturporto e entregar a gestão do teatro aos privados.
Mas no dia 8 de Fevereiro, o Tribunal da Relação do Porto veio dizer que a Câmara tem de reintegrar os funcionários nos seus quadros "sem perda de antiguidade, de direitos e regalias no seu estatuto profissional", para além de lhes pagarem as remunerações desde o despedimento. O executivo de Rui Rio recorreu para o Supremo, mas o recurso não tem efeito suspensivo.
“Agora vai ter de ser o tribunal a executar a sentença. Vai apresentar-se um requerimento, no tribunal, para que a sentença seja cumprida”, explicou Raquel Machado, uma das trabalhadoras que pede a reintegração. O advogado dos ex-funcionários da Culturporto diz que já foi enviado um fax à autarquia portuense "com efeitos vinculativos a pedir o cumprimento da decisão".