Está aqui

Plenário na Alisuper contra a "teimosia da CGD"

CGD recusa-se a viabilizar a maior cadeia e supermercados do Algarve, colocando em risco 500 postos de trabalho.Os trabalhadores da maior rede de supermercados do Algarve criticam a Caixa Geral de Depósitos por recusar-se a cumprir o plano de viabilização da empresa.

O plenário de trabalhadores terá lugar esta segunda-feira às 11h nas instalações da empresa em Silves e foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) com o objectivo de "informar os trabalhadores das propostas apresentadas na última reunião da Comissão de Credores", que "vão no sentido de fechar as lojas, retirar a gestão à administração e liquidar as empresas do Grupo", diz o comunicado sindical.

"Os planos da Caixa Geral de Depósitos, engendrados em 2004, de encerrar e vender o Grupo Alicoop, assenta num conjunto de mentiras e de indisfarçadas posições não assumidas contra a Administração da Alicoop e o Plano de Insolvência que garante a viabilização elaborado e sustentado pela Delloitte, está a ganhar terreno. Os prejudicados serão os trabalhadores e os fornecedores e investidores credores", acusa o CESP.

"É preciso pôr os trabalhadores ao corrente destas intenções em relação a um grupo que tem viabilidade e que só não a alcança por teimosia da Caixa Geral de Depósitos", disse à agência Lusa José Carlos Parreiro, da Comissão de Trabalhadores. A Alicoop é dona da maior cadeia de supermercados do Algarve, emprega cerca de 500 trabalhadores e encontra-se em insolvência desde agosto do ano passado, com dívidas acumuladas de 80 milhões de euros.

O plano de viabilização da empresa tem o acordo do maior credor - o Millennium BCP, mas o banco do Estado mostra-se indisponível para garantir mais 1,2 milhões de euros de financiamento ao grupo. Com o acordo a ser sucessivamente adiado, no início de março foram suspensos os contratos de 380 trabalhadores e apenas continuam abertas 16 das 81 lojas.

“A manter-se o impasse, podemos ficar sem condições para manter as 16 lojas abertas e garantir a remuneração dos 56 funcionários”, disse à Lusa o presidente do grupo,José António Silva, que também preside à Confederação do Comércio e Serviços de Portugal.

 


Veja também:

Trabalhadores da ALICOOP protestam junto à CGD (9 Fevereiro 2010)

http://www.youtube.com/watch?v=w1RoHHeqHXQ

 

Termos relacionados Sociedade