A Comissão de Trabalhadores da GALP diz que o governo devia explicar à opinião pública o que se está a passar e quer que a administração lhes explique os sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis.
A CGTP critica o Governo devido ao aumento dos preços dos combustíveis e Carvalho da Silva considera que há um "pronunciamento quase ostensivo do presidente da Galp".
Entretanto, a Repsol decidiu aumentar em dois cêntimos o preço do gasóleo a partir da meia noite desta segunda-feira.
"Devia haver uma atenção particular do Governo para explicar à opinião pública tudo o que se está a passar, caberá também à administração da Galp Energia explicitar o porquê destes preços. Os trabalhadores da empresa estão a ser encarados como se também estivessem a usufruir do aumento dos preços", afirmou à TSF Hugo Basto, porta voz da CT da Galp, negando que os trabalhadores estejam a beneficiar com os aumentos.
Hugo Basto estranha ainda a opção do governo de ter pedido um relatório à Autoridade da Concorrência sobre esta matéria, já que o Ministro da Economia "tem organismos que vigiam estes assuntos a toda a hora".
Em conferência de imprensa, o secretário-geral da CGTP, criticou o Governo por permitir as constantes subidas dos preços de combustíveis, por parte da Galp e defendeu que há um "pronunciamento quase ostensivo do presidente da Galp" que, face às dificuldades sentidas pelos portugueses em relação ao aumento dos preços dos combustíveis, dá "uma resposta nada fundamentada e atribui aos factores externos" estas subidas.
Carvalho da Silva criticou ainda a falta de análise do "processo de privatização da Galp e tudo o que lhe está subjacente mas também aquilo que são práticas permitidas a esta empresa por parte do poder político, que tem um efeito enorme na economia nacional e um efeito negativo na vida dos portugueses".
Entretanto, a partir da meia noite desta Segunda feira, a Repsol aumenta o preço do gasóleo em dois cêntimos, seguindo iguais aumentos que a BP e a Galp tinham levado a cabo na passada semana.